terça-feira, 19 de agosto de 2008

Teoria da Nostalgia Medíocre

Noto já há um bom tempo uma forte semelhança entre as pessoas mais velhas, com suposta maior experiência.

A grande e massiva maioria sempre apresenta uma dicotomia intrínseca quando se voltam ao passado:
- ou o sujeito lamenta, de forma particularmente irritante, a perda de seu tempo, a falta de agitação;
- ou ele lamenta a passagem do tempo, de um passado que nunca mais voltará.
São sempre estes mesmos dois vértices que se encontram nos discursos, a lamentação:
tempo disperdiçado X tempo nostálgico.
Uma coisa é certa: sempre se chora as pitangas!

Não se dão nunca por satisfeitos. Só que não são inquietações criadoras, são sim posturas tesas e engessadas, de mãos atadas à impotência.
A estas duas formas de pensamento dou o nome de "nostalgia medíocre".
Elas impedem a existência do presente.

O que fazemos com nosso passado interfere diretamente no que está sendo nosso presente. E no que será nosso futuro.
Será possível então viver sem o tempo cravado em nossas mentes?
Eles devem estar todos misturados.


"Conseguir entrar num nível não histórico de vida... Valorizando o passado na medida em que ele é presente... Mas não é nada além do que é agora... Que se dane... A gente está... E isso nada pode destruir... A não ser que nos matem"

2 comentários:

Unknown disse...

vc precisa conhecer o meu avô!

The Outsider disse...

Combinado. É só marcar que eu apareço.

Que tipo de nostalgia ele nutre?