Noto já há um bom tempo uma forte semelhança entre as pessoas mais velhas, com suposta maior experiência.
A grande e massiva maioria sempre apresenta uma dicotomia intrínseca quando se voltam ao passado:
- ou o sujeito lamenta, de forma particularmente irritante, a perda de seu tempo, a falta de agitação;
- ou ele lamenta a passagem do tempo, de um passado que nunca mais voltará.
São sempre estes mesmos dois vértices que se encontram nos discursos, a lamentação:
tempo disperdiçado X tempo nostálgico.
Uma coisa é certa: sempre se chora as pitangas!
Não se dão nunca por satisfeitos. Só que não são inquietações criadoras, são sim posturas tesas e engessadas, de mãos atadas à impotência.
A estas duas formas de pensamento dou o nome de "nostalgia medíocre".
Elas impedem a existência do presente.
O que fazemos com nosso passado interfere diretamente no que está sendo nosso presente. E no que será nosso futuro.
Será possível então viver sem o tempo cravado em nossas mentes?
Eles devem estar todos misturados.
"Conseguir entrar num nível não histórico de vida... Valorizando o passado na medida em que ele é presente... Mas não é nada além do que é agora... Que se dane... A gente está... E isso nada pode destruir... A não ser que nos matem"
terça-feira, 19 de agosto de 2008
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2 comentários:
vc precisa conhecer o meu avô!
Combinado. É só marcar que eu apareço.
Que tipo de nostalgia ele nutre?
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