Todo esse pensamento se iniciou de mais uma conversa minha comigo mesmo (*ver primeiro post deste blog) acerca de um curta-metragem, o "Tempestade!" (http://tvtribuna.wsoma.com/curtasantos2008/videos.asp?idVideo=41). A primeira impressão é de que este curta é um ensaio sobre a visão, mas para mim ele é algo mais, um ensaio sobre os sentidos. Em alguns momentos até podemos voltar nossa atenção mais para a questão da visão, porém daí será não apenas para pensar uma visão física, mas sim também uma visão de mundo.
Notei, através deste brainstorming sobre o curta, que perdemos já há algum tempo o estatuto de sociedade dos sentidos, e que hoje nos contentamos em ser apenas a sociedade da imagem.
Pelos meus caminhos em direção ao trabalho, às aulas e pra onde quer que eu vá (não tenho carro, nem moto, nem tampouco bicicleta, por isso ando, e gosto bastante disso)
vejo muitas bancas de jornal e sempre fico a me perguntar o quão absurdas são as imagens que estão expostas ao nosso pobre olhar. As capas de revistas.
Cabelos ao vento, peles perfeitamente lisas e incolores (as cores são sempre tão homogêneas que se tornam híbridas), corpos esbeltos e delineados, e o gran finale de um sorriso na cara que só pode me deixar de um jeito: deprimido.
Podemos facilmente encontrar pela internet imagens que ilustram e comparam fotos da maneira como foram capturadas mesmo, e estas mesmas fotos depois de passarem por um "tratamento" (tenho o cuidado das aspas, pois na verdade este é um tratamento que só trata de deturpar terrivelmente tudo). Sinceramente, sempre prefiro a foto crua, sem nenhuma interferência virtual.
(Uma teoria que ainda estou por escrever, e que acho fortíssima, é justamente aquela em que dissertarei sobre o "amar as imperfeições", mas deixemos este caldo apurando por mais algum tempo...)
Pensei neste aspecto da digitalização da imagem, mas podemos ainda pensar em todo o processo pelo qual as pessoas passam até serem estampadas em uma capa de revista: maquiagens, retoques, cabeleireiros, um botóx, 300ml de silicone, uma diminuição de naso, e a lista vai aumentando......
O que me fez ter um estalo desta vez foi vislumbrar como nos movimentamos em uma só direção: tornar o ser Humano de plástico.
Tudo isto me leva a concluir que vivemos na Idade do Plástico, e que a mais terrível invenção do Homem não foi outra senão este maldito composto no qual queremos nos espelhar cada vez mais.
"Ah que saudade da Idade da Pedra!..."
terça-feira, 21 de outubro de 2008
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Um comentário:
O texto era justamente pra mostrar q é bom sermos oq somos..só que as vezes nem temos noção do q é isso, né
bjocas
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