terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Teoria da Exceção

O que significa ser uma exceção?

A idéia de ser exceção sempre me atraiu. De início acreditava que isto talvez fosse uma vontade de ser singular, único de alguma maneira, mas vejo agora que não é tão assim...
Se manter oculto, disfarçar, passar despercebido soa mais atrativo do que qualquer noção e vontade de destaque.

É uma pena que o mundo em que vivemos hoje engula as exceções em uma velocidade alucinante. Mal são detectadas e já deixam de ser exceções. Para mim a exceção é sempre incógnita, desconhecida. A partir do momento que ela é percebida, ela perece.
Consumimos e absorvemos tudo muito rápido nos tempos atuais. Acredito sim que algo ou alguém que em algum instante deixou de ser exceção possa voltar a ser uma. Realmente é uma tarefa difícil de ser efetuada, mas possível.

O desafio é se manter anônimo, mesmo sob o grande olho que nos espreita sem dencanso.

As exceções tem a ver também com as minorias (algo que gostaria de desenvolver mais em um futuro próximo). Este desejo de minoria sempre esteve em mim, mas nem sempre eu percebi isto. Acredito que a noção de "exceção" vem justamente daí também.

As grandes movimentações da história do universo surgiram de minorias, por mais que em algum momento elas tenham sido levadas à tona por uma grande massa. A criação sempre se originou num íntimo.

Por isso coloco sempre em voga uma valorização das exceções e das minorias. É delas que vamos retirar a força de querer um pouco e ainda mais e mais. Apesar de serem uma exceção até na hora de serem sentidas, admiraremos que foi somente lá (nestes estranhos e belos lugares) que conseguimos ser aquilo (mesmo que minimamente) que sempre quisemos ser.


"Antes ser relevo, prefiro ser sombra."

5 comentários:

Unknown disse...

"Ciro Martins Lubliner nasceu em 06/02/1984 na cidade de Santos/SP, de uma mãe desnaturada..."

recebi uma bronca pq nao sabia o dia do seu aniversario! haha

Não Sou disse...

É um tema fascinante.

A exceção máxima, por definição, é o Eu, pois todos nos excetuamos dos outros, em corpo e espírito. Mas na mania levi-straussiana incurável de separar e classificar para conseguir pensar, acabamos por (in)voluntariamente(?) pinçar detalhes - que são de fato ridículos - para agrupar pessoas como se todas fossem iguais só por "compartilhar" uma ou algumas características "comuns".

É difícil ser minoria, principalmente porque geralmente o peso da massa cai sobre elas como se fossem inimigas do todo. Quem não pensa, age e parece "X", é "rebelde"; é "estranho"; é "isolado".

Não sabem que justamente a rebeldia, a estranheza e o isolamento são as condições mais perfeitas para olhar silenciosamente o mundo de cima, mesmo estando dentro dele. E, como você falou, geralmente são elas, as minorias, que geram aquela reação viral em cadeia que acaba, por fim, contagiando a massa a mover mais um pequeno dente na engrenagem da história.

Não Sou disse...

ah, e você tem Paixão no nome viu?

Sr. Ciro Martins Lubliner B. Paixão

Ou vai querer tirar e ser deserdado?
Hein?!

Canaaaaaaaalha***

The Outsider disse...

Bela conversação Pai Paixão,
essa é mais que podemos colocar no saquinho Barfly, para quando tivermos a oportunidade tirarmos da cartola e continuarmos ao vivo e em cores.

Mal, esqueci do sobrenome paterno, afinal ele ainda não me deu a oportunidade de dizer: Qual a sua fruta favorita?

Não Sou disse...

hahahaha

it´s a million dollar shot, but if you get lucky, you´ll get at least a bitter-sweet french kiss...


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