Sabe quando você entra em um lugar, para passar uma tarde por exemplo, e quando sai parece que o mundo já não é mais o mesmo?
Em um intervalo de tempo o curso das coisas se alterou. Um leve movimento dos planetas fora das órbitas. Uma pequena geleira que se soltou no polo sul. Um sopro de vento que acabou com o que ainda sobrava de um pequeno relevo de terra.
Alguma coisa aconteceu.
Me parece que essa sensação é especial. Você sai para o mundo e sente que há algo de diferente nele. Na verdade não é o mundo que sorrateiramente mudou, é sim você.
Passei uma tarde insuportavelmente quente retirando álbuns de fotos de um baú (daqueles bem antigos, que parecem realmente terem sido feitos para guardar tesouros perdidos).
Observei e observei. Atentamente. Histórias passando como que na velocidade da luz por minha visão, situações e acontecimentos dos quais não participei, pois nem possível ainda era para mim a vida. Mas de alguma forma não deixei de me ver ali. E o que sou além do acaso da junção de dois seres que resultou em uma combinação de genes que por sua vez também surgiram de uma combinação, e assim por diante até o primeiro homo sapiens... Não há como ter noção desses atos...
Quando sai para o mundo, não era só o intenso calor que havia se dissipado (o céu agora estava todo cinza)...
Minha percepção sofreu alguma distorção, e a partir disso já não pude mais ver o mundo como costumava ver.
"Quem perde sabe o que quer."
terça-feira, 10 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
Teoria da Expressão Inteligente
Aprendi que a melhor maneira de evitar a estupidez é responder com expressões faciais e nada mais.
Um leve levantar de sobrancelhas, ou ainda um simples movimento labial (tímido sorriso) e a expressividade do olhar são as melhores atitudes a serem tomadas perante a estupidez e a ignorância.
Porque, no fundo, o estúpido e/ou ignorante não quer uma resposta, quer sim mais um tapinha nas costas (caso do acordo concordante) ou uma resposta atravessada (caso da rivalidade) que lhe faça se impor, estufar o fétido peito e sentir que sabichão alguma coisa do mundo, que ele sempre chama de Verdade.
A resposta esperada pelo ignorante sempre é de ordem oral: falação, falação e falação, ou o famoso blá blá blá.
Tudo que ele quer é isto, pois só assim pode demonstrar sua incrível e interminável fonte de boçalidade.
Deixemos eles então discutindo sozinhos.
"Fingir de morto é ser feliz e dar risada."
Um leve levantar de sobrancelhas, ou ainda um simples movimento labial (tímido sorriso) e a expressividade do olhar são as melhores atitudes a serem tomadas perante a estupidez e a ignorância.
Porque, no fundo, o estúpido e/ou ignorante não quer uma resposta, quer sim mais um tapinha nas costas (caso do acordo concordante) ou uma resposta atravessada (caso da rivalidade) que lhe faça se impor, estufar o fétido peito e sentir que sabichão alguma coisa do mundo, que ele sempre chama de Verdade.
A resposta esperada pelo ignorante sempre é de ordem oral: falação, falação e falação, ou o famoso blá blá blá.
Tudo que ele quer é isto, pois só assim pode demonstrar sua incrível e interminável fonte de boçalidade.
Deixemos eles então discutindo sozinhos.
"Fingir de morto é ser feliz e dar risada."
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Teoria sobre as Teorias
Talvez este seja o texto que sinto mais desembaraço e segurança em escrever. Isto não é necessariamente bom, mas ao menos me deixa tranquilo.
Esta teoria versa sobre o que penso que são minhas teorias. Hoje será metalinguagem pura.
Pensei já várias vezes em tentar escrever sobre o que é, e pode ser, uma Teoria.
Uma Teoria pressupõe um método.
Penso isto tomando por base a idéia que desenvolveu Descartes, através do seu pensamento cartesiano, que visava criar um único método que pudesse resolver todas as questões existentes no universo.
Acho que logo de início já posso refutar esta intenção em mim, porque não possuo um pensamento cartesiano, longe disso, coisas unas definitivamente não funcionam comigo.
Ao pensar sobre a máxima central do método parei para perceber então qual é o método que utilizo para escrever minhas próprias teorias.
Meu pensamento se dá de maneira fulgaz, através de lampejos, insights, e a partir deles me concentro por um pequeno período de tempo neles, para transportá-los e codificá-los em escrita.
Estas teorias que construo são muito mais da ordem de uma espécie de livre associação, de pensamento solto, que transita por minhas experiências e minhas sensações no mundo.
Vejo elas mais como exercícios para o pensamento e a escrita. Se forçar a ir além e um pouco mais. Rascunhos de sinapses despretensiosas.
Não intento aqui criar um pensamento filosófico, mas notei que o que faço nada mais é do que uma espécie de Dadaísmo Filosófico.
E acredito ser um bom começo.
"Palavras são também atos."
Esta teoria versa sobre o que penso que são minhas teorias. Hoje será metalinguagem pura.
Pensei já várias vezes em tentar escrever sobre o que é, e pode ser, uma Teoria.
Uma Teoria pressupõe um método.
Penso isto tomando por base a idéia que desenvolveu Descartes, através do seu pensamento cartesiano, que visava criar um único método que pudesse resolver todas as questões existentes no universo.
Acho que logo de início já posso refutar esta intenção em mim, porque não possuo um pensamento cartesiano, longe disso, coisas unas definitivamente não funcionam comigo.
Ao pensar sobre a máxima central do método parei para perceber então qual é o método que utilizo para escrever minhas próprias teorias.
Meu pensamento se dá de maneira fulgaz, através de lampejos, insights, e a partir deles me concentro por um pequeno período de tempo neles, para transportá-los e codificá-los em escrita.
Estas teorias que construo são muito mais da ordem de uma espécie de livre associação, de pensamento solto, que transita por minhas experiências e minhas sensações no mundo.
Vejo elas mais como exercícios para o pensamento e a escrita. Se forçar a ir além e um pouco mais. Rascunhos de sinapses despretensiosas.
Não intento aqui criar um pensamento filosófico, mas notei que o que faço nada mais é do que uma espécie de Dadaísmo Filosófico.
E acredito ser um bom começo.
"Palavras são também atos."
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Teoria da Utilidade
Muitas das teorias aqui já colocadas (e posso dizer com certeza que futuras também) dizem respeito a demônios, aos demônios do ser humano no séc.XXI. Sim, são tormentas de minha persona, mas acredito ser fato que outros seres passem por e sintam as mesmas coisas. As pestes estão à solta.
Talvez a expressão escrita seja efetivamente uma boa forma de exorcizar estas terríveis criaturas que insistem em nos rondar...
Neste instante vou escrever sobre mais uma sombra (que não a de nosso corpo) que nos espreita. A sombra da obrigação de utilidade.
O que é ser útil? O que significa isso nos dias atuais?
Temos que servir para algo concretamente, mas o que é concreto?
Qual é este sentimento que nos faz sentir úteis?
Identifico este como um sentimento capitalista (mas não capital). Somos forçados a fazer parte da engrenagem, de ser mais um parafuso que fará a máquina funcionar, sempre. Do contrário seremos mais um "inútil".
Em todas as áreas em que atuamos somos sempre forjados a pensar desta maneira, transmitindo-nos a impressão de que nada pode vir da ordem da intuição, o acaso é mais um prisioneiro, é expressamente necessária a existência de um por quê, as escolhas tem de ser sempre precisas e justificáveis segundo uma lógica matemática e "correta", exata.
Devido a esse tipo de pressão alguns argumentos de defesa-ataque já foram criados no passado, exemplo: ócio criativo.
Pensei há algum tempo em escrever um Manifesto em defesa das respostas "Porque sim" e "Porque não", mas acho que isto é algo que ainda tenho que pensar muito mais a respeito.
Na verdade o que entendo é que este sentimento de utilidade nunca parte de nós, internamente. Ele é sim um sentimento especificamente externo, que vem de fora, que nos é incrustado. A noção de utilidade nos é enfiada goela abaixo.
Portanto, antes de mais nada, pense: será que quero ser útil?
"O pragmatismo nada mais faz do que projetar no plano filosófico a avidez que, em tudo o que interessa, impulsiona o americano para a aplicação utilitária."
Talvez a expressão escrita seja efetivamente uma boa forma de exorcizar estas terríveis criaturas que insistem em nos rondar...
Neste instante vou escrever sobre mais uma sombra (que não a de nosso corpo) que nos espreita. A sombra da obrigação de utilidade.
O que é ser útil? O que significa isso nos dias atuais?
Temos que servir para algo concretamente, mas o que é concreto?
Qual é este sentimento que nos faz sentir úteis?
Identifico este como um sentimento capitalista (mas não capital). Somos forçados a fazer parte da engrenagem, de ser mais um parafuso que fará a máquina funcionar, sempre. Do contrário seremos mais um "inútil".
Em todas as áreas em que atuamos somos sempre forjados a pensar desta maneira, transmitindo-nos a impressão de que nada pode vir da ordem da intuição, o acaso é mais um prisioneiro, é expressamente necessária a existência de um por quê, as escolhas tem de ser sempre precisas e justificáveis segundo uma lógica matemática e "correta", exata.
Devido a esse tipo de pressão alguns argumentos de defesa-ataque já foram criados no passado, exemplo: ócio criativo.
Pensei há algum tempo em escrever um Manifesto em defesa das respostas "Porque sim" e "Porque não", mas acho que isto é algo que ainda tenho que pensar muito mais a respeito.
Na verdade o que entendo é que este sentimento de utilidade nunca parte de nós, internamente. Ele é sim um sentimento especificamente externo, que vem de fora, que nos é incrustado. A noção de utilidade nos é enfiada goela abaixo.
Portanto, antes de mais nada, pense: será que quero ser útil?
"O pragmatismo nada mais faz do que projetar no plano filosófico a avidez que, em tudo o que interessa, impulsiona o americano para a aplicação utilitária."
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Teoria da Exceção
O que significa ser uma exceção?
A idéia de ser exceção sempre me atraiu. De início acreditava que isto talvez fosse uma vontade de ser singular, único de alguma maneira, mas vejo agora que não é tão assim...
Se manter oculto, disfarçar, passar despercebido soa mais atrativo do que qualquer noção e vontade de destaque.
É uma pena que o mundo em que vivemos hoje engula as exceções em uma velocidade alucinante. Mal são detectadas e já deixam de ser exceções. Para mim a exceção é sempre incógnita, desconhecida. A partir do momento que ela é percebida, ela perece.
Consumimos e absorvemos tudo muito rápido nos tempos atuais. Acredito sim que algo ou alguém que em algum instante deixou de ser exceção possa voltar a ser uma. Realmente é uma tarefa difícil de ser efetuada, mas possível.
O desafio é se manter anônimo, mesmo sob o grande olho que nos espreita sem dencanso.
As exceções tem a ver também com as minorias (algo que gostaria de desenvolver mais em um futuro próximo). Este desejo de minoria sempre esteve em mim, mas nem sempre eu percebi isto. Acredito que a noção de "exceção" vem justamente daí também.
As grandes movimentações da história do universo surgiram de minorias, por mais que em algum momento elas tenham sido levadas à tona por uma grande massa. A criação sempre se originou num íntimo.
Por isso coloco sempre em voga uma valorização das exceções e das minorias. É delas que vamos retirar a força de querer um pouco e ainda mais e mais. Apesar de serem uma exceção até na hora de serem sentidas, admiraremos que foi somente lá (nestes estranhos e belos lugares) que conseguimos ser aquilo (mesmo que minimamente) que sempre quisemos ser.
"Antes ser relevo, prefiro ser sombra."
A idéia de ser exceção sempre me atraiu. De início acreditava que isto talvez fosse uma vontade de ser singular, único de alguma maneira, mas vejo agora que não é tão assim...
Se manter oculto, disfarçar, passar despercebido soa mais atrativo do que qualquer noção e vontade de destaque.
É uma pena que o mundo em que vivemos hoje engula as exceções em uma velocidade alucinante. Mal são detectadas e já deixam de ser exceções. Para mim a exceção é sempre incógnita, desconhecida. A partir do momento que ela é percebida, ela perece.
Consumimos e absorvemos tudo muito rápido nos tempos atuais. Acredito sim que algo ou alguém que em algum instante deixou de ser exceção possa voltar a ser uma. Realmente é uma tarefa difícil de ser efetuada, mas possível.
O desafio é se manter anônimo, mesmo sob o grande olho que nos espreita sem dencanso.
As exceções tem a ver também com as minorias (algo que gostaria de desenvolver mais em um futuro próximo). Este desejo de minoria sempre esteve em mim, mas nem sempre eu percebi isto. Acredito que a noção de "exceção" vem justamente daí também.
As grandes movimentações da história do universo surgiram de minorias, por mais que em algum momento elas tenham sido levadas à tona por uma grande massa. A criação sempre se originou num íntimo.
Por isso coloco sempre em voga uma valorização das exceções e das minorias. É delas que vamos retirar a força de querer um pouco e ainda mais e mais. Apesar de serem uma exceção até na hora de serem sentidas, admiraremos que foi somente lá (nestes estranhos e belos lugares) que conseguimos ser aquilo (mesmo que minimamente) que sempre quisemos ser.
"Antes ser relevo, prefiro ser sombra."
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Teoria das Situações Tecnológicas
Eu poderia aqui criticar nossa dependência perante as tecnologias criadas e "difundidas" nos últimos 15 anos (me impressiono com o verdadeiro caos que se instaura quando a internet está fora do ar ou o celular fora de rede; até parece que as pessoas não sabiam o que era viver antes de existirem estas pragas), mas não é isto que pretendo fazer. O que me chama a atenção neste instante são as situações bizarras que o mundo moderno e suas tecnologias nos proporcionam...
As relações virtuais.
Com certeza já temos uma boa quantidade de estudos sobre elas, e certamente a proporção aumentará ainda mais, já que a medida em que o tempo passa novas relações são criadas, através dos mais diferentes meios.
Penso hoje como as pessoas se olham e conversam através de imagem e som em tempo real.
Você conversa com o computador e namora uma webcam... Ficar olhando de forma doce e carinhosa para uma lente revestida por plástico, há coisa mais estranha? Imagine se um dia as pessoas começarem a relação assim, e quando se olharem frente a frente, olho no olho, elas desistirem de terem algo, pois percebem que gostavam mesmo era de olhar para essas máquininhas frias; notam que são apaixonadas pelo meio e não pelo fim (de comunicação). Será isso tão absurdo?
Várias vezes eu já estava andando na rua e ao passar por uma pessoa, ou parar para atravessar a rua ao lado de alguém, ouço o indivíduo a falar sozinho, em alto e bom som. De início tomo um susto (pois pensava que a pessoa se dirigia a mim) e depois fico inutilmente feliz de ter encontrado mais um companheiro de conversas solitárias (*ver o primeiro post da história deste blog)... Mas é com grande pesar que noto que a pessoa simplesmente fala ao telefone celular, vejo também que ela está com um fone de ouvido bem discreto. Antes fosse um mp3 player e ela estivesse a cantarolar...
Posso agora tentar fazer uma projeção futura, misto de Darwin com George Orwell, onde os celulares e as webcam já começam a fazer parte do corpo humano, como matéria orgânica mesmo. Os celulares farão parte do rosto humano, já na posição exata para se falar e ouvir, posso até enxergar já uma beleza-padrão: quanto mais fino e arrebitado o celular da pessoa mais atraente ela é. As webcams sairão de nossos dedos mindinhos, de forma a facilitar o manuseio, e possuirão um nervo com ligação direta ao cérebro.
"Então fui acariciando-a e subindo através de seu cabo tão delicadamente ligado ao computador, foi aí que cheguei até seu foco ocular e lambi com intensidade sua bela e límpida lente."
As relações virtuais.
Com certeza já temos uma boa quantidade de estudos sobre elas, e certamente a proporção aumentará ainda mais, já que a medida em que o tempo passa novas relações são criadas, através dos mais diferentes meios.
Penso hoje como as pessoas se olham e conversam através de imagem e som em tempo real.
Você conversa com o computador e namora uma webcam... Ficar olhando de forma doce e carinhosa para uma lente revestida por plástico, há coisa mais estranha? Imagine se um dia as pessoas começarem a relação assim, e quando se olharem frente a frente, olho no olho, elas desistirem de terem algo, pois percebem que gostavam mesmo era de olhar para essas máquininhas frias; notam que são apaixonadas pelo meio e não pelo fim (de comunicação). Será isso tão absurdo?
Várias vezes eu já estava andando na rua e ao passar por uma pessoa, ou parar para atravessar a rua ao lado de alguém, ouço o indivíduo a falar sozinho, em alto e bom som. De início tomo um susto (pois pensava que a pessoa se dirigia a mim) e depois fico inutilmente feliz de ter encontrado mais um companheiro de conversas solitárias (*ver o primeiro post da história deste blog)... Mas é com grande pesar que noto que a pessoa simplesmente fala ao telefone celular, vejo também que ela está com um fone de ouvido bem discreto. Antes fosse um mp3 player e ela estivesse a cantarolar...
Posso agora tentar fazer uma projeção futura, misto de Darwin com George Orwell, onde os celulares e as webcam já começam a fazer parte do corpo humano, como matéria orgânica mesmo. Os celulares farão parte do rosto humano, já na posição exata para se falar e ouvir, posso até enxergar já uma beleza-padrão: quanto mais fino e arrebitado o celular da pessoa mais atraente ela é. As webcams sairão de nossos dedos mindinhos, de forma a facilitar o manuseio, e possuirão um nervo com ligação direta ao cérebro.
"Então fui acariciando-a e subindo através de seu cabo tão delicadamente ligado ao computador, foi aí que cheguei até seu foco ocular e lambi com intensidade sua bela e límpida lente."
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Teoria de um Sonho
Os Sonhos pra mim sempre foram, e são, parte fundamental de quem somos e de quem seremos. Desde que me entendo por gente (me entendo por gente?) valorizo o que se passa quando estou de olhos fechados, em outra esfera de (in)consciência. Espero em breve postar algo especificamente sobre este assunto, mas enquanto isso...
Esta noite passada sonhei. Passei o dia sem me lembrar de nada, foi quando a pouco tempo me recordei de apenas um trecho da minha breve história onírica.
Eu estava navegando pela internet e resolvi acessar meu blog. Foi quando tive uma grande surpresa e fui pego de assalto: meu blog havia sido invadido por outros.
A medida em que eu rolava a página observava posts alheios, em sua maioria (pelo que me lembro) compostos por textos de blogs amigos.
Há algum tempo já não posto nada por aqui e parece que a minha ausência fez com que meus amigos, que não se mantiveram ausentes, começassem a me substituir com suas próprias palavras e idéias.
Achei isso tudo muito estranho, mas ao mesmo tempo bem interessante.
Posso dissertar acerca de inúmeras hipóteses (algumas até já mencionadas por aqui): eu sou um outro, eu sou vários, as pessoas que me cercam me compõem, choque de forças, e assim por diante...
Mas ao que mais me apeguei foi justamente a questão da minha ausência. Senti que deveria continuar, que escrever aqui se tornou uma necessidade. Mas agora sei também que, mesmo que não continuasse a escrever, a rede na qual me tornei parte continuaria a ser tecida, seus rizomas continuariam em plena proliferação, mesmo que não diretamente por meus dedos.
Então reinicio a partir deste a tecer meus meandros teóricos e práticos. Espero continuar a fazer parte de uma rede viva, em plena e constante reprodução.
"E vamos fazendo a nossa própria sorte."
Esta noite passada sonhei. Passei o dia sem me lembrar de nada, foi quando a pouco tempo me recordei de apenas um trecho da minha breve história onírica.
Eu estava navegando pela internet e resolvi acessar meu blog. Foi quando tive uma grande surpresa e fui pego de assalto: meu blog havia sido invadido por outros.
A medida em que eu rolava a página observava posts alheios, em sua maioria (pelo que me lembro) compostos por textos de blogs amigos.
Há algum tempo já não posto nada por aqui e parece que a minha ausência fez com que meus amigos, que não se mantiveram ausentes, começassem a me substituir com suas próprias palavras e idéias.
Achei isso tudo muito estranho, mas ao mesmo tempo bem interessante.
Posso dissertar acerca de inúmeras hipóteses (algumas até já mencionadas por aqui): eu sou um outro, eu sou vários, as pessoas que me cercam me compõem, choque de forças, e assim por diante...
Mas ao que mais me apeguei foi justamente a questão da minha ausência. Senti que deveria continuar, que escrever aqui se tornou uma necessidade. Mas agora sei também que, mesmo que não continuasse a escrever, a rede na qual me tornei parte continuaria a ser tecida, seus rizomas continuariam em plena proliferação, mesmo que não diretamente por meus dedos.
Então reinicio a partir deste a tecer meus meandros teóricos e práticos. Espero continuar a fazer parte de uma rede viva, em plena e constante reprodução.
"E vamos fazendo a nossa própria sorte."
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