Nossas próprias criações têm que nos surpreender.
Apenas satisfazer expectativas não é o suficiente.
Penso muito nas canções que crio.
Melodias que compus só me são realmente valiosas quando as ouço e elas já me parecem claramente um corpo estranho. Algo que desprendeu de mim e adquiriu vida própria. Sensações e sentidos singulares que me fazem pensar: "Caramba, será que fui eu mesmo quem fez isso?".
As escuto como se fossem mesmo uma criação de outrém, chego até a, algumas vezes, não me recordar de quando ou como dado som foi emitido. Apenas sei que agora ele está ali cravado, me satisfaz, e eu sorrio.
Quando não mais me reconheço nas melodias: aí sim me sinto satisfeito.
As criações se tornam realmente orgânicas e livres. Elas se tornam vivas, são agora criaturas soltas no universo.
Posso agora pensar neste blog, nos escritos e suas palavras. No momento em que alguém de fora comenta algo sobre estas teorias começo a gostar mais delas, apreciá-las, pois é como se os outros estivessem me apresentando um desconhecido, um novo ser encantador (e em instantes como esse em que o que mais quero é conhecer novos seres não há sensação igual).
Sobre um tema que anda de mãos dadas com tudo isso, e que me ronda atualmente: as mentiras e verdades, os falsários.
Apenas quero dizer que tenho por intuito me tornar um grande falsário, me trair com sabedoria constantemente.
Criar e logo após já não saber mais se fui eu ou não quem fez aquilo.
"A verdade é o que ela pode; o falso, o que ele quer"
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário